Como está o mercado imobiliário?

Como está o mercado imobiliário?

Relatório 2º trimestre 2019

Atividade no mercado residencial continua a abrandar.

• Procura e vendas recuam em Maio

• Aumento do preço das casas continua a abrandar

• Procura para arrendamento ainda a subir

Os resultados do RICS/Ci PHMS de Maio de 2019 sugerem que a atividade no mercado residencial continua a abrandar, uma vez que os indicadores chave de procura, vendas e oferta se mantêm em terreno negativo.

Pelo contrário, as condições no mercado de arrendamento estão um pouco mais sólidas, já que a procura continuou a aumentar, antevendo-se que tal tendência resulte num aumento das rendas nos próximos meses. No que concerne o mercado de compra e venda de habitação, a procura potencial (consultas por novos compradores) voltou a abrandar em Maio, com o saldo líquido de respostas de -15% a refletir um declínio.

Além disso, a procura recuou, em maior ou menor escala, em todas as regiões cobertas pelo inquérito (Lisboa, Porto e Algarve). Ao mesmo tempo, o volume de habitações angariadas para venda continua a cair. Na verdade, o indicador referente às novas instruções de venda está em território negativo há dois anos, apurando-se que a falta de stock poderá ser um fator a travar a procura.

Também as vendas acordadas recuaram uma vez mais, com um saldo líquido de -9% dos respondentes a reportar queda nas vendas em Maio, acrescendo que este é o terceiro mês consecutivo em que as vendas abrandam a nível nacional. Em termos de perspetivas, as expetativas relativas às vendas estão agora relativamente estabilizadas, com o saldo líquido de respostas de -3% a representar a leitura mais fraca desde 2013.

Em relação à subida de preços, a série relativa aos resultados nacionais continua em território positivo, mas agora apenas de forma marginal. A leitura de Maio é de +6%, sendo a mais modesta desde 2014 e tendo abrandado de forma considerável ao longo dos últimos seis meses.

Numa perspetiva regional, as tendências relativas aos preços apontam para uma estabilização em Lisboa e algum crescimento no Porto e no Algarve. Em relação ao futuro, as expetativas referentes aos preços para os próximos 12 meses mantêm-se ligeiramente positivas, ainda que o saldo líquido de respostas (nos +18%) seja o mais baixo desde que esta série foi incluída no inquérito, em 2015.

O Índice de Confiança Nacional (uma medida combinada entre as expetativas de curto-prazo relativas aos preços e às vendas) recuou para -5 em Maio, face aos +2 observados em Abril. Ainda assim, um valor tão próximo do zero sugere uma estabilização das expetativas no curto prazo.

No mercado de arrendamento, os inquiridos continuam a reportar uma subida na procura de habitação, o que acontece num cenário de contenção da oferta. Como resultado, as rendas deverão voltar a subir nos próximos três meses, ainda que as projeções apontem para um crescimento apenas modesto.

Fonte: Confidencial Imobiliário

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