Preço das casas em Portugal desce 2,1% em Setembro

Preço das casas em Portugal desce 2,1% em Setembro, uma das quedas mais acentuadas desde 2007

O preço de venda das casas em Portugal (Continental) desceu 2,1% em Setembro face ao mês anterior. De acordo com os resultados do Índice de Preços Residenciais da Confidencial Imobiliário, salvo variações negativas residuais que não foram além de -0,3%, esta é também a primeira descida em cadeia desde setembro de 2015. É igualmente uma das descidas mensais mais acentuadas dos preços das casas desde 2007, apenas superada pela variação de -2,2% em maio de 2011.

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Em termos homólogos, os preços sobem 7,9% em Setembro, numa clara travagem face aos 11,7% a que cresciam em Agosto. Desde início do ano que a valorização homóloga tem vindo a abrandar, sendo esse abrandamento especialmente sentido nos últimos meses. Assim, o ritmo de crescimento homólogo dos preços em Setembro fica a menos de metade do início do ano, quando tal valorização atingia os 17,4%.

“A descida registada agora em setembro só terá um significado em função da evolução que se venha a observar nos próximos meses. Na prática, esta redução repõe os preços no mesmo patamar de março de 2020, anulando o crescimento registado desde então. É normal haver expectativas de descida nos preços, em face da crise económica e social em curso. Mas é igualmente admissível que, conforme sucedeu até agora, o mercado opte por resistir e aguardar por informação quanto à resolução da pandemia” refere Ricardo Guimarães, Director da Confidencial Imobiliário.

Em termos homólogos, a taxa de variação apurada em Setembro continua positiva, nos 7,9%, mas já abaixo dos dois dígitos, algo que não acontecia desde Julho de 2017, mês em que subiu 10%, pela primeira vez.

O facto de ainda estarem em vigor as moratórias da banca permite que os proprietários dos imóveis estejam menos pressionados em vender para conseguirem enfrentar as despesas. Na prática, e com a redução do índice apurado em Setembro, o preço das casas foi reposto no mesmo patamar de Março de 2020, quando a pandemia foi oficialmente declarada.

“o preço das casas foi reposto no mesmo patamar de Março de 2020”

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A forma como a pandemia vai evoluir será, então, determinante para perceber o que vai acontecer ao preço das casas. “Se os imóveis geram menos rendimento [por causa da descida das rendas, da falta de turismo no alojamento local], tal vai reflectir-se numa redução de valor dos imóveis”, afirma o director da CI, contextualizando a correcção de preços que se está a verificar.

O prolongar da crise pandémica e a confiança que os proprietários têm, ou não, na sua solução ditará o evoluir dos preços. “Haverá imóveis que vão sair do mercado em desconto, traduzindo uma necessidade de liquidez do proprietário. E o imobiliário vai estar pressionado por este tipo de equilíbrio, e vai atrair investidores que podem perceber que vão entrar no mercado encontrando imóveis em desconto. Essas oportunidades vão ter escoamento rápido”, antevê Ricardo Guimarães.

Fonte: Ricardo Guimarães – Confidencial Imobiliário

& Diario Imobiliário by Century21

 

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